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AGEU arquitetura
projetos arquitetônicos, urbanísticos e cenográficos:
projetos audiovisuais, culturais e acadêmicos relacionados a arquitetura:
Gabriel Menna Barreto Pereira Luna
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exposição "O Futuro do Passado"

A estrutura da exposição emula os silos do Moinho horizontalmente. Sua composição pneumática justifica-se pela efemeridade do evento, bem como por sua plasticidade. Um “quadro branco” em maior parte, tem como ponto forte as “aberturas” (ou rasgos) em sua capa - trata-se de substituição de plástico branco por plástico transparente em locais selecionados. Tais aberturas fornecem tanto quanto luz natural - para uma estrutura que não permite janelas - tanto quanto emoldura o entorno que faz parte conceitualmente do projeto, em uma tela.Do ponto de vista da cenografia e dos fluxos da exposição, pensou-se em uma sequência espacial que explorasse a metáfora do Moinho e dos silos. Portanto, no conteúdo programático do evento há uma construção conceitual com fins a chegar em um produto final. Dessa forma, a disposição interna deveria seguir certa lógica contínua. E assim se faz. Não é uma linearidade obrigatória, todavia é sugerida, com vias a proporcionar - como um silo - um produto esmiuçado passo a passo.
A cenografia dos módulos acompanha a proposta do evento de buscar fugir da trivialidade, ainda assim respeitando alguns conceitos cenográficos como o de “quadro branco”, contudo, explorando algumas possibilidades abertas tanto pela estrutura quanto pelo projeto cultural. Muitas vezes o quadro branco é a própria estrutura pneumática, em que não há medo de se experimentar suas distorções e possíveis reflexões para as luzes. Curvas e mobiliários infláveis são explorados por todo o percurso, construindo uma linguagem estética à cada módulo. Junto a esses, as aberturas emolduram diferentes paisagens do Moinho e do Céu, carregando consigo a iluminação natural dos ambientes. Por fim, finalizando a exposição, há provocações acerca do presente-histórico e do futuro no módulo V. Junto a isso, uma sugestão é dada: a de subir à laje de um dos ambientes propostos como espaço de transição, com vias a observar a paisagem e principalmente, as projeções mapeadas nos silos, que são uma das telas em branco do futuro, assim, de certa forma, efetivando utopia.

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palco e cenografia dos Novos Baianos

O desenho do palco busca manter linhas ortogonais em que telas expositivas possam ser alocadas a fim de contribuirem na composição de diferentes cenas. Assim, o projeto cenográfico tem liberdade de explorar cores, imagens e ambiências a acompanhar os 3 atos do show dos Novos Baianos:O primeiro ato do show é voltado à fase mais psicodélica da banda.
Cores, luzes, fumaça e som. Visceral e sincero. É o início de tudo.
Segundo ato: Quando Os Novos Baianos conhecem João Gilberto tudo muda. Essa parte do show (acústica) faz alusão a esse encontro. As luzes se apagam e revelam somente o necessário.
Terceiro ato: O trio elétrico entra em ação. Inpirada nas traves do gol da capa de “Novos Baianos FC”, a plataforma surge como o elemento que popularizam no Brasil.
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conjunto habitacional almirante joão cândido

A partir do diagnóstico do terreno localizado na zona oeste do Rio de Janeiro, em vias de atender ao Projeto Habitacional Almirante João Cândido, constituiu-se o partido arquitetônico do conjunto em questão. Compreendendo a potência da casa existente no sítio (destacada em laranja, na implantação), buscou-se um desenho que estendesse suas linhas em prol de um traçado urbano contínuo. Foi a partir do diagnóstico, que pôde ser compreendida a ausência de equipamentos de esporte, lazer e cultura no entorno. Sendo assim, espaços que contemplem a realização de atividades como tais, foram adicionados ao programa de necessidades do conjunto habitacional. De maneira análoga ocorreu com a densa vegetação existente na parte posterior do terreno: após identificação da área verde como essencial para o microclima local, emerge a ideia de sua conservação junto ao projeto, com fins, também, de seu uso como ferramenta de conscientização a partir da consolidação de um parque no local. Partindo para a volumetria arquitetônica, o processo foi similar. Entendendo a morfologia do entorno e as características de um jeito de morar carioca, as casas propostas apresentam soluções que respeitem essa cultura. Assim, portanto, constitui-se o conceito do projeto, em que a rua vira casa e a casa vira rua, com suas varandas, lajes e lojinhas se tornando comuns aos transeuntes de diferentes domicílios. São sugeridos diferentes desenhos de ocupação, todos eles partindo de um embrião: uma casa com 2 quartos, banheiro, sala, cozinha, garagem/loja/serviços e quintal pensada para crescer (ou não) de acordo com as necessidades de cada família. Crescer para os lados ou para cima, com os impactos que tais expansões poderiam trazer, mitigados pelo projeto.
Pensar um projeto de habitação social tem uma complexidade inerente. É pensar o micro buscando atingir o macro. E o processo e projeto do trabalho em questão comprova essa complexidade em diferentes âmbitos. Talvez seja a responsabilidade de atender as expectativas de quem espera tanto há tanto tempo. Isso, por si só, demanda muita atenção. E ainda há todos os outros senões de um projeto arquitetônico-urbanístico. Uma mistura de responsabilidades, que há esse caráter de “peso”, mas que também acaba gerando a possibilidade de uma simbiose; de um pensar mais amplo.
De maneira paradoxal, o pensar mais amplo nos levou ao simples. Ao contato com gente. A pensar a construção de mão na massa, de mutirão, de colaboração. O Projeto Habitacional Almirante João Cândido tem como proposta técnicas e sistemas construtivos consagrados, como o tijolo cerâmico estrutural - o qual sua utilização é irrestrita; sua exposição nas fachadas é uma forma de expor e tomar como bandeira esse símbolo. Outra ideia é a realização de um trabalho incipiente de uso de bambu, abundante na região, para arquitetura - poderia ser utilizado como guarda-corpo, cerca e outros elementos. Dessa forma, constrói-se com materiais reconhecíveis e que fornecem um caráter de identificação - ainda mais quando se fez parte de um processo. Dessa forma, constrói-se moradia. Não no sentido material da coisa, mas sim no sentido imaterial. Assim pode-se sentir parte e pertencido em um espaço até outro dia inabitado e desconhecido.
Ainda, todavia, a materialidade/estética tem sua importância inegável. O desenho desde as esquadrias até as vias foram pensados a proporcionarem uma experiência bucólica com um “quê” de surpresa a cada dia. As curvas são capazes de propiciar a curiosidade, a descoberta. E dão uma assinatura única, no Projeto Habitacional João Cândido.
Projeto realizado em colaboração com Iza Ramos.

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masterplan Leopoldina, praça da bandeira - rj
Projeto multiescalar: desde o urbano até a planta das habitações.
Consiste em uma proposta de reabiltação urbana em terreno ocioso na cidade do Rio de Janeiro através da habitação de densidade média, bem como a concentração de usos.
As especificidades do projeto estão apontadas em textos juntos às imagens.
Projeto realizado em colaboração com Leonardo Velho, Gustavo Tsai e Thiago Mota.
Gabriel Menna é graduando em Arquitetura e Urbanismo pela Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense (EAU-UFF). Em 2025 teve o projeto conviVência: um enredo plural exposto na 14 Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo - Extremos, após seu grupo ter sido escolhido para representar a EAU-UFF no Concurso Internacional de Escolas de Arquitetura e Urbanismo da 14 BIAsp, IAB - SP. É bolsista de Iniciação Científica FAPERJ do projeto de pesquisa ''Salvaguarda do Patrimônio Cultural e Reabilitação Urbana em múltiplas escalas e contextos: desafios e potencialidades'' (2025-2026) e integrante do grupo de pesquisa Cidade como Documento da História Urbana - CiDHUrb (PPGAU-UFF). Em 2024 também foi contemplado pela FAPERJ pelo projeto ''Patrimônio Cultural e Habitação em Questão: experiências de Salvaguarda e Reabilitação Urbana'', mesmo ano em que foi monitor da exposição ''Um Rio de Patrimônios: Permanências e Transformações da Cidade do Rio de Janeiro'', mediando visitas diárias na Esquina do Patrimônio no IPHAN-RJ. É roteirista do curta-documentário de arquivo ''Um Filme à Moda Bangu'', filme produzido e selecionado pela FGV em parceria com o IMS na XI Oficina de Produção Audiovisual sob a temática ''Rio de Janeiro: Outros Olhares'', tendo estreado na Cinemateca do MAM Rio em abril de 2026. De 2025 a 2026 foi estagiário no Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC) no Departamento de Patrimônio Cultural e Natural (DPCN). Atuou como Monitor da disciplina Arquitetura, Urbanismo e Sociedade (TGA 00010) durante o ano de 2023. Foi integrante do Diretório Acadêmico do Curso de Arquitetura e Urbanismo (DACA) no período de 2022 a 2024, participando mensalmente das reuniões do Colegiado de Curso como representante estudantil. Participou da comissão organizadora da Semana de Arquitetura e Urbanismo (SAU) de 2023.
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Filme produzido e selecionado pela FGV em parceria com o IMS na XI Oficina de Produção Audiovisual sob a temática ''Rio de Janeiro: Outros Olhares''. Estreou na Cinemateca do MAM Rio em abril de 2026, sendo também exibido, posteriormente, na Toca da Castores em Bangu, no Terraço das Artes em Paciência, no CCJF na Cinelândia e na Escola de Arquitetura e Urbanismo na UFF. Continua em temporada de exibição, com previsões de sessões nas sedes do Instituto Moreira Salles pelo Brasil.Roteiro e Direção: Gabriel Menna e Rodrigo Matos
Produção e Montagem: Gabriel Cardoso
.Sinopse:Quando a foto de um concurso de misses em um estádio lotado nos leva a buscar as razões de sua existência, as camadas de um passado de progresso e resistência são reveladas. O curta desbrava a história por trás do bairro, fábrica e time, mostrando suas trajetórias e conexões até o momento em que a foto foi realizada. Tudo isso feito à moda Bangu.
Este trabalho busca introduzir, através de diferentes perspectivas, a presença e importância dos Patrimônios Ferroviário e Industrial na história urbana e paisagem da cidade de Barra Mansa, RJ.Em um primeiro momento, centrado nos impactos mais palatáveis, como os urbanísticos, o trabalho apresenta registros históricos que contextualizam a relevância social que a infraestrutura ferroviária existente ajudou o município a alçar. Diferentes linhas ferroviárias foram construídas na região - com fins a conectar pontos estratégicos no país - as quais acabaram por, em Barra Mansa, se encontrarem e formarem, sob a luz do conceito de Kevin Lynch (1964), nós de ferro dentro do perímetro urbano do município.Em um segundo momento, compreendendo os dados demográficos e as manifestações culturais da cidade, voltado à uma perspectiva mais centrada no ser, o trabalho busca compreender o que são esses patrimônios ferroviário e industrial à comunidade existente no município atualmente. Algumas famílias são tão resultado desse processo - como as que trabalharam na ferrovia e hoje fazem das antigas estações ferroviárias suas moradias - que talvez a compreensão de "nós de ferro", tenha uma interpretação diferente a eles: a de pessoalidade; não a de compreensão urbanística de nós, do conceito de Kevin Lynch; sim a de nós da primeira pessoa do plural; a compreensão de serem isso; de serem resultado desse processo a tal ponto de tornarem-se responsáveis por manterem de pé o que compreendemos como os Patrimônios Ferroviário e Industrial, por serem, literalmente, suas casas.Nós de Ferro, de nós - eu e milhares de famílias barramansenses - que somos resultado do processo de ocupação da cidade através da Ferrovia e da oportunização de trabalho pela indústria, principalmente a pesada (ferro e aço), a qual Barra Mansa foi e é exponte; com metalúrgica e siderúrgicas; com diferentes ferrovias que ali se encontram e entrelaçam, conectando pessoas, memórias e histórias que deflagram-se na paisagem da cidade fluminense.

Página em construção.
Página em construção
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